Marcha das Margaridas, uma luta feminina

Por Eduardo Meirelles

“Companheiras, mulheres de todo o Brasil, trabalhadoras do campo, da floresta e das águas, mulheres trabalhadoras das cidades, SEGUIMOS EM MARCHA! Com a nossa experiência, garra e criatividade, seguimos mobilizando companheiras em todos os municípios e estados do País para realizarmos a Marcha das Margaridas 2015”. Assim iniciou o texto escrito por Alessandra Lunas (Secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG) na página virtual da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), convidando as mulheres para a marcha que ocorreu no dia 12 de agosto (quarta-feira) em Brasília e ocupou todas as faixas do Eixo Monumental.

foto mídia NINJA

Entenda o caso:

Em 1983, Margarida Maria Alves, presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande (PB) foi assassinada na porta de sua casa por um pistoleiro, a mando dos usineiros da região do brejo paraibano. Eram aproximadamente 18h quando o pistoleiro utilizou uma espingarda calibre 12 para atirar no rosto de Margarida, que estava com seu marido e seu filho.

Margarida era líder sindical desde o ano de 1973 até a sua morte, durante o período em que liderou o sindicato, moveu 73 ações trabalhistas de trabalhadores rurais das usinas. Esse foi o motivo do seu assassinato. Sua morte fez dela um símbolo da luta de mulheres trabalhadoras e, por isso, o maior evento promovido por essas mulheres leva o nome de – Marcha das Margaridas -.

A marcha, esse ano reuniu cerca de 70 mil trabalhadoras em Brasília, segundo a organização. O evento foi realizado pela primeira vez no ano de 2000, desde então, houve outras edições nos anos 2003, 2007, 2008 e 2009, sempre definindo uma pauta de reivindicações a serem entregues aos representantes dos poderes públicos federais. Como símbolo, Margarida, é uma flor, mas é também luta, pois é a líder sindical que não se rendeu às ameaças dos ricos, e afirmou preferir “morrer lutando, que morrer de fome”*.

A marcha não só recebeu patrocínio de bancos públicos, como a Caixa, o Banco do Brasil e o BNDES como, também, foi financiado pelas próprias ativistas. Durante os meses que antecederam a marcha, as mulheres arrecadaram dinheiro com a venda de seus artesanatos, culinária e, também, de reservas econômicas destinadas a esse fim.

Após a marcha do dia 12, as manifestantes caminharam até o Estádio Nacional e foram recebidas pela Presidenta Dilma Rousseff, que foi ovacionada pelas presentes. Dilma falou sobre as lutas das mulheres e disse que são firmes e que “envergam, mas não quebram”. Uma das reivindicações da marcha era, também, a defesa do mandato da Presidenta.

foto: Mídia Ninja *com informações da web

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