Devaneios de aniversário

Por Vivi Morais

Tudo parece tão valioso quando você é novo.

Seus bens, seu trabalho, sua aparência.
Tudo tem uma importância decisiva e parece que toda e qualquer decisão vai mudar o resto da sua vida como se você fosse ser jovem pelo resto da sua vida.
Como se todo aquele valor não fosse mudar.  Como se as pessoas fossem ficar lá pra sempre – elas podem até ficar “pra sempre” mas como dizia Renato Russo “o pra sempre, sempre acaba”. Nem que seja com a morte.
Artistas que passam a vida buscando um sucesso sem fim.
Pessoas comuns buscando um trabalho que as dêem estabilidade financeira para o resto da vida.
Mas tudo acaba.
Tudo é passageiro.
Talvez o que não passa seja apenas a paternidade/maternidade.
Aliás, quem perde os pais é órfão, quem perde o cônjuge é viúvo ou viúva mas e quem perde o(a) filho(a)? Ninguém ousou nomear essa dor?
O fim não significa erro, é só o rumo natural de tudo assim como a mudança. A pele flácida, a aposentadoria, os sentidos cedendo.
Pessoas indo, vindo, mudando, morrendo, nascendo.
E o que são as prioridades?
Talvez sejam aquelas coisas que você deseja que durem por mais tempo.
Talvez sejam as coisas que você acredita que vão te fazer durar por mais tempo.
O fim não significa erro, é só o rumo natural de tudo assim como a mudança. A pele flácida, a aposentadoria, os sentidos cedendo.
Pessoas indo, vindo, mudando, morrendo, nascendo.
E o que são as prioridades?
Talvez sejam aquelas coisas que você deseja que durem por mais tempo.
Talvez sejam as coisas que você acredita que vão te fazer durar por mais tempo.

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