A mídia e a democracia

 

Por Bruna Rocha

O Brasil está separado, o Governo está dividido, nosso povo também e infelizmente, nossa mídia. Manter a imparcialidade se torna difícil quando os interesses estão em jogo e os meios de comunicação tendem a pesar para um lado ou para outro.

No meio disso está a imprensa internacional, que tenta entender o impeachment e suas implicações. A CNN, um dos maiores canais jornalístico dos Estados Unidos, produziu uma matéria sobre a votação do impeachment da presidente Dilma no programa da Christiane Amanpour.

A jornalista abre a matéria dizendo que o Brasil está dividido ao mostrar os dois lados da manifestação, cita os motivos pelo qual Dilma está sendo acusada e questiona se são graves o suficiente para pedir a saída de uma presidente. Depois, ela chama o jornalista Glenn Greenwald, ao vivo do Rio de Janeiro.

Glenn faz uma análise da votação, que ocorreu no dia 17 de abril, e diz que os políticos brasileiros são bastante influenciados e que ao fim da votação, os mais indecisos  mudaram de voto para se encaixar no lado vencedor. Um fato criticado por grande parte dos brasileiros através das redes sociais e pouco falado pela grande imprensa.

A apresentadora diz que “dos 594 membros do congresso, 352 enfrentavam acusações criminais de má conduta de acordo com vários relatórios” e Glenn, ganhador do prêmio Pulitzer, completa dizendo que a coisa mais absurda que ele já viu foi o fato de que o político que está liderando o processo, o deputado Eduardo Cunha, é acusado de esconder milhões de dólares de suborno na Suíça.

Ao fim, o jornalista diz que a oposição perdeu nas urnas, mais uma vez, e está usando a crise e o impeachment como meio de vencer o PT e voltar ao poder. E completa dizendo que Dilma cometeu erros, mas é uma mulher forte, que foi presa e torturada na ditadura, e que não vai renunciar.

Em entrevista, Glenn diz que a imprensa brasileira, governada por poucas família ricas, incitam protestos e pressionam a saída de Dilma. Após a declaração, diversas mídias brasileiras o criticaram, muitas dizendo que o jornalista havia “embarcado no discurso governista”.

Talvez, Greenwald tenha razão, estamos brincando com a democracia.

 

Para assistir a matéria completa, clique aqui.

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