Número de ministérios diminui, gastos talvez

Por Thifany Batista de Freitas

Imagem: Brasil 247

Michel Temer já chegou à Presidência demonstrando uma suposta sede de mudanças. Uma das primeiras medidas foi o corte no número de ministérios, que caiu significativamente, de 31 para 24. Muitos pensam que seria a solução para os problemas econômicos do Brasil e que geraria enorme economia para os cofres públicos. A atitude diminuirá gastos, mas, de imediato, não tão significativos.

De acordo com matéria de Rodrigo Capelo para a Revista Época, publicada no site em 13 de maio, os sete ministérios incorporados, fundidos ou que perderam status, tinham orçamento combinado de R$ 160 bilhões. Correspondiam a 15% do total de R$ 1,1 trilhão que a União destinará a ministérios em 2016, segundo proposta de lei orçamentária entregue ao Congresso em agosto de 2015 pelo governo de Dilma Rousseff.

Não se pode afirmar ainda o quanto realmente será economizado, pois muitos gastos com ministérios não foram extintos, mas realocados. Assim, percebe-se que foi um ato de maior cunho político e não econômico, de resposta rápida ao povo, já que é uma medida de fácil entendimento popular, a fim de reforçar a imagem de compromisso que Temer tem buscado passar. Muitos acabam acreditando e dando grande valor a ações não tão altas assim.

Ainda não se pode dizer que a atitude do presidente interino foi acertada ou não. No entanto, é preciso uma maior discussão quantos aos efeitos que a fusão de ministérios trará. Áreas que já pediam melhorias mesmo na linha de frente, agora correm o risco de ficar em segundo plano.

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