[Crítica] Moradores da 316 norte fazem filme independente

Por Eduardo Meirelles

Brasília, capital do nosso país, seus endereços são sopas de letrinhas, quem aqui aprende a andar nunca mais desaprende, mas a quadra da 316 norte não é mais um lugar seguro para visitar, lá existe o “Vizinho Assassino”, uma trama de ficção escrita e dirigida por Rafael Stadniki, estudante de Comunicação da UnB. Confesso que depois de entrar para a Faculdade de Comunicação e ver alguns filmes independentes (outros que se dizem, mas não são tão independentes) fiquei um pouco decepcionado com algumas coisas que assisti no audiovisual brasiliense mas, em compensação, alguns filmes nos mostram como o velho ditado de “menos é mais” ainda vigora, como no caso do “Vizinho Assassino”, onde o talento, principalmente por parte da direção e da edição se destacam.

Os prédios suspensos da Asa Norte uniram um grupo de amigos moradores da 316 norte para gravarem a primeira edição dos curtas, que já está em sua terceira série, totalmente independente e sem fins lucrativos. O curta mostra o que o plano piloto tem de mais essencial: pilotis, superquadras e comércios locais.

O curta é uma Ação/Suspense/Comédia/Trash, com alguns momentos sólidos de “amadorismos” e eles não se importam em esconder isso, afinal, a câmera, sempre muito bem posicionada, estava pronta para pegar qualquer movimento, qualquer gesto, capturando de forma quase que profissional o movimento dos mafiosos do Bando da Garrafa Azul. A trilha sonora, muito bem-composta, dá um “ar de tensão” ao curta.

A trama tem vários personagens, foi pensada de maneira que pudesse incluir todos os amigos, inclusive o diretor do curta, Rafael Stadniki, que tem apenas 17 anos. Segundo a página do curta no facebook, o elenco é composto por André Stadniki, Artur Bernardo, Felipe Silva Mota, Rafael Stadniki, Lucas Martinelli, Felipe Alves, Lucas Rio Branco, Bruno Piquet, Paulo Goes, Ady Lins, Gabriel Macedo Dantas e Paulo Igor Freitas.

O Bando da Garrafa Azul”, é a continuação de “A revanche do Homem sem Nome” e prossegue a saga de “Carlito Abaruna” ao tentar se vingar a morte do pai. Só espero que ao passar pela 316, eu não seja o próximo repórter a ser decapitado por uma bicicleta desgovernada. Não esperava muita coisa na interação do duelo entre Abaruna e Kakaí, já que se trata de uma trama amistosa e uma comédia/trash, mas houve tempo para a construção de um bom confronto final. Não vou falar muito do curta, ele está disponível no YouTube e é rapidinho, se fosse você, dava uma conferida. 

Para ver o curta, clique AQUI.

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