Guia para um jornalismo humanizado

Por Gabriel Shinohara

Ilustração: Jordana Andrade

O caso do estupro coletivo no Rio de Janeiro escancarou a falta de sensibilidade na maneira como a mídia trata esse tipo de crime. Anteriormente ao caso, já haviam muitas reclamações e artigos criticando, principalmente, o uso de termos como “praticou sexo” ou “amantes” que suavizam o crime e são constantemente usadas.

Talvez condicionados pela sociedade ou realmente ignorantes à maneira sensível de noticiar o assunto, os jornalistas não o tratam com os devidos cuidados. Com isso em mente, a ONG Think Olga está produzindo uma série de quatro minimanuais do “jornalismo humanizado”, orientando os profissionais de comunicação a agir de forma a não prejudicar a vítima nesses casos.

A primeira parte é dedicada exclusivamente ao tratamento da violência contra a mulher. O restante do manual abordará, em edições específicas, transfobia, racismo e estereótipos nocivos.

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A primeira edição já está no ar e é leitura essencial para todo profissional de comunicação. Tratamos com pessoas e devemos não só ter empatia, mas encampar e apoiar lutas que tornam o espaço jornalístico mais sensível e representativo.

O SOS Imprensa tem inúmeros artigos sobre o tema, confira nos links abaixo:

E a mídia tem gênero? Por Bruna Rocha

Cultura do estupro: Sociedade machista, mídia conivente. Por Isabela Graton

A caça as bruxas nossa de cada dia. Por Letícia Leal

O valor de uma mulher no poder. Por Isabela Graton

 

 

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