Frágil masculinidade

Por José Odeveza

Eis que faço meu devaneio diário na internet e me deparo com a seguinte chamada: Senador manda trocar número do gabinete por não gostar do 24. Fiquei assustado. A notícia do Estadão me fez refletir sobre como nós homens somos inseguros e temos nossa masculinidade fragilizada pela cultura machista.

Possíveis motivos que passaram na cabeça do senador:

*Eu sou Homem! Não posso estar associado a um número com uma piada de quem faz sexo passivamente;

*Eu sou gay, não posso criar brechas que as pessoas descubram minha sexualidade;

*Vamos gastar dinheiro, o dinheiro do povo também é meu!

*O que vão pensar de mim?

Toda vez que uma criança do sexo masculino é reprimida por familiares ou amigos de brincar de casinha, pentear o cabelo de boneca, vesti-la, segurá-la, colocá-la para ninar, brincar de passar roupa e/ou andar com carrinho de supermercado, por exemplo, intimamente, estamos falando que essas atividades são inadequadas para homens e exclusivas para mulheres.

Ela cresce e aprende que não pode gostar de rosa, flores e laços e que há distinção de tarefas para homens e mulheres. Logo, quando homens não seguem o perfil esperado, são taxados com piadinhas e alvos de uma série de bloqueios. Inclusive, pode ser uma audácia minha, mas pode formar uma sociedade cheia de homens mais inseguros e muito mais machista.

Será que estamos colaborando para perpetuar uma sociedade machista? Precisamos avaliar com carinho, pois infância é o primeiro passo onde podemos mudar essa percepção.

 

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