Até quando esperar por uma Brasília autoral

Por Natália Fechine

Cada vez mais, surgem bandas autorais que se espalham pela capital do rock e que buscam o reconhecimento pelo país. O SOS Imprensa conversou com dois músicos: o baterista da banda Pollares, Pedro Senna, e o guitarrista da MDNGH MDNGH, Henrique Biu. A primeira participou da 1ª edição do Rock na Ciclovia, projeto idealizado por Phillipe Seabra, da Plebe Rude, e que busca retomar o sentimento de fazer música ao ar livre, como faziam as bandas dos anos 1980. Para o portal Metrópoles, “era um espaço para as muitas bandas que surgiam à época e não contavam com muita estrutura ou espaços onde se apresentar”.

O contexto não modificou muito. “O público tem mostrado muito interesse nas bandas e, por causa disso, todo dia surgem novas e muito boas. Mas, por exemplo, nenhuma casa de show do Plano Piloto tocam bandas autorais aos fins de semana, geralmente os shows acontecem terça, quarta ou quinta-feira”, conta Pedro.

“Para uma banda ter vontade de seguir crescendo, ela precisa de apoio e engajamento dos donos dos locais de apresentação, que devem garantir um tratamento respeitoso e um som de qualidade; uma maior democratização dos espaços e apoio de amigos e fãs nos shows”, complementa Biu.

Vê-se incentivo da mídia como o Brasília Independente criado pela Rede Globo em 2011. Reggae, gospel, samba e rock estão entre os vencedores. Porém, na última edição, a divulgação de artistas e estilos musicais ficou confusa. Neste ano, Brasília também recebeu festivais como Instrumenta Brasília e Capital na Tela, que procuram dar mais destaque ao cenário cultural. Artistas, curiosos e aqueles que não queriam ficar em casa participaram desses projetos. Entretanto, os antigos também atraem muita gente. O Porão do Rock está previsto para acontecer em 29 de outubro e há 27 bandas confirmadas, das mais conhecidas às desconhecidas de várias cidades.

“O que mais me motiva é ver que a cena independente e musical do país tá voltando a fervilhar. Estamos perdendo o medo de sermos ousados e tem muita coisa legal surgindo”, finaliza Pedro. Agora, o que resta é ficar de olho nessa agitação e torcer para que sobressaia a arte brasiliense em meio a tanto caos.

Fontes: Jornal Metrópoles

facebook.com/porãodorock

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