Rivalidade feminina: até quando?

Tamires Mendes para o SOS Diversidade

A rivalidade feminina é um fato de difícil desconstrução na sociedade, tendo em vista que, desde pequenas, meninas são ensinadas a tratar as colegas como rivais, invejosas ou interesseiras. Ela ultrapassa a ideia de que mulheres podem ser amigas e se apoiarem em vez de rivais em diversos setores da vida: desde o ambiente profissional a questões relacionadas a esteriótipos. Tal fato, infelizmente, favorece a perpetuação do machismo.

Um dos fatores que mais se destacam nessa disputa é quando se refere a relacionamentos. Cotidianamente, vídeos de adolescentes se agredindo e humilhando são compartilhados pela internet. Na segunda-feira (3), houve o caso de quatro adolescentes, entre 14 e 16 anos, que torturaram e ameaçaram de morte uma garota de 13, em Valparaíso, Goiás, como mostra o portal de notícias G1. Segundo a Promotoria de Justiça do Estado, a motivação do caso foi o interesse da vítima no ex-namorado de uma delas. Alegaram, ainda, que o plano era matar a jovem.

A repercussão do discurso da rivalidade e de todo o machismo instaurado desde a infância põe em risco a vida de muitas moças. Tal fato evolui aos poucos. Quando pequenas, querem ter a boneca mais bonita que a da colega. Quando crescem, desejam ser mais bonitas que as outras. Logo depois, almejam ser as primeiras a namorarem o garoto mais bonito da sala ou da rua.

Algumas podem ver a própria rivalidade com abordagem agressiva ao descobrir que há um caso de traição dentro de casa e a mãe chega a perdoar o pai, mas tira satisfação com a amante, que não tem culpa da infidelidade do homem. Há outros exemplos que se perpetuam com discursos machistas que são estagnados na sociedade, como o fato de uma garota beijar muitos rapazes numa noite ser xingada. Se invertessem os papeis, ele seria aplaudido.

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Em contrapartida, temos os movimentos feministas os quais pregam sororidade entre mulheres, isto é, a ideia de que todas devem ser unir, apesar das diferenças, a fim do bem-comum. Educar garotas para serem unidas é a melhor forma de combater o machismo, que mata mulheres, e o patriarcado, infelizmente, tão arraigados na cultura e na sociedade.

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