Dezesseis filmes para pensar

Por Lorena Fraga

Desde a invenção pelos irmãos Lumière, no fim do século XIX, o cinema é uma das formas de arte mais acessíveis à população. É parte fundamental na formação de valores da sociedade e exerce papel denunciativo e crítico. O ano de 2016 é caracterizado por mudanças profundas no cenário político-social do País. Diante dos acontecimentos evidenciados pela mídia, precisamos revisitar a história através da sétima arte e pensar.

1. Democracia em Preto e Branco (2014, Pedro Asbeg)

“Durante o ano de 1982, a ditadura militar completava 18 anos. A música popular brasileira sobrevivia de metáforas, devido à grande opressão e censura, e o clube de futebol Corinthians passava por um período interno turbulento. No meio disso, o rock nacional começava a nascer. O filme mostra como a música, o esporte e a política se encontraram para mudar o rumo da história do país.”

2. Cidade de Deus (2002, Fernando Meireles e Kátia Lund)

“Buscapé (Alexandre Rodrigues) é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.”

  3. Diz aí (2012,Victor Luiz dos Santos e Ckaudio Maneja Jr)

“O enfrentamento ao extermínio da juventude negra é a principal temática do documentário. A partir da questão, “O problema do Brasil é social ou racial?”, a produção convida jovens a falarem sobre suas experiências e opinarem sobre quais seriam as ações cabíveis para combater a violência e contribuir com a diminuição das altas taxas de homicídio que vitimizam os jovens brasileiros, sobretudo, os negros.”

   4.Frutos do Brasil- Histórias de mobilização juvenil (2008, Neide Duarte)

“Como será que os jovens se organizam para interceder em suas comunidades? Com o objetivo de responder a essa pergunta e visibilizar a atuação da juventude, o Projeto Frutos do Brasil – Juventude em Debate abriu uma consulta pública para que os autores de diversas ações pudessem mostrar o seu trabalho. A partir do material, a jornalista Neide Duarte escreveu um livro e produziu o documentário que tem como eixo central a mobilização juvenil em prol do desenvolvimento territorial.”

 5.Cidadão Kane (1941, Orson Welles)

“Dirigido por Orson Welles, o longa conta a ascensão de um mito da imprensa americana. De garoto pobre no interior a magnata de um império do jornalismo e da publicidade mundial. Inspirado na vida do milionário William Randolph Hearst.”

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    6.Tempos modernos (1936, Charles Chaplin)

“Um operário de uma linha de montagem, que testou uma “máquina revolucionária” para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela “monotonia frenética” do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado. Ele deixa o hospital para começar sua nova vida, mas encontra uma crise generalizada e equivocadamente é preso como um agitador comunista, que liderava uma marcha de operários em protesto. Simultaneamente uma jovem rouba comida para salvar suas irmãs famintas, que ainda são bem garotas. Elas não têm mãe e o pai delas está desempregado, mas o pior ainda está por vir, pois ele é morto em um conflito. A lei vai cuidar das órfãs, mas enquanto as menores são levadas a jovem consegue escapar.”

 7. O ano em que meus pais saíram de férias (2006, Cao Hamburger)

“Mauro (Michel Joelsas) é um garoto mineiro de 12 anos, que adora futebol e jogo de botão. Um dia, sua vida muda completamente, já que seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Na verdade, os pais de Mauro foram obrigados a fugir da perseguição política, tendo que deixá-lo com o avô paterno (Paulo Autran). Porém o avô enfrenta problemas, o que faz com que Mauro tenha que ficar com Shlomo (Germano Haiut), um velho judeu solitário que é vizinho do avô de Mauro.”

     8. Sociedade dos Poetas Mortos (1990, Peter Weir)

“Em 1959, na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a “Sociedade dos Poetas Mortos”.

     9. O que é isso companheiro? (1997, Bruno Barreto)

“O jornalista Fernando (Pedro Cardoso) e seu amigo César (Selton Mello) abraçam a luta armada contra a ditadura militar no final da década de 60. Os dois alistam num grupo guerrilheiro de esquerda.”

 10. Ele está de volta (2015, David Wnendt)

“Adolf Hitler acorda em Berlim, no ano de 2011, completamente perdido e sem memória alguma sobre o que aconteceu depois de 1945. As mudanças na Alemanha são claras, desde que sua última lembrança era de um partido extremamente nazista e que agora é governado por uma mulher. Ninguém acredita que esse sujeito seja realmente o Hitler, afinal, quem acreditaria? Passa a ser conhecido então como um artista alucinado que não consegue sair de seu personagem, mas com o avanço e sucesso da tecnologia atual, acaba viralizando na internet e ganha até mesmo um programa de televisão para propagar suas ideias.”

11. Olga (2004, Jayme Monjardim)

“Berlim, início do século XX. Olga Benário (Camila Morgado) é uma jovem judia alemã. Militante comunista é perseguida pela polícia e foge para Moscou, onde recebe treinamento militar e é encarregada de acompanhar Luís Carlos Prestes (Caco Ciocler) de volta ao Brasil. Na viagem, enquanto planejam a Intentona Comunista contra o presidente Getúlio Vargas, os dois acabam apaixonando-se. Parceiros na vida e na política, Olga e Prestes terão de lutar pelo amor, pelo comunismo e, principalmente, pela sobrevivência.”

12. Pra frente, Brasil (1982, Roberto Farias)

“Em 1970 o Brasil inteiro torce e vibra com a seleção de futebol no México, enquanto prisioneiros políticos são torturados nos porões da ditadura militar e inocentes são vítimas desta violência.”

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 13. Central do Brasil (1998, Walter Salles)

“Dora (Fernanda Montenegro) trabalha escrevendo cartas para analfabetos na estação Central do Brasil, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Ainda que a escrivã não envie todas as cartas que escreve – as cartas que considera inúteis ou fantasiosas demais -, ela decide ajudar um menino (Vinícius de Oliveira), após sua mãe ser atropelada, a tentar encontrar o pai que nunca conheceu, no interior do Nordeste.”

14. Forrest Gump- O contador de histórias (1994, Robert Zemeckis)

“Quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de Forrest Gump (Tom Hanks), um rapaz com QI abaixo da média e boas intenções. Por obra do acaso, ele consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate, mas continua pensando no seu amor de infância, Jenny Curran.”

    15. O Regresso (2016, Alejandro González Iñárritu)

“Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso fica seriamente ferido e é abandonado à própria sorte pelo parceiro John Fitzgerald (Tom Hardy), que ainda rouba seus pertences. Entretanto, mesmo com toda adversidade, Glass consegue sobreviver e inicia uma árdua jornada em busca de vingança.”

16. O golpista do ano (2010, Glenn Ficarra e John Requa)

“Steven Russell (Jim Carrey) é um policial texano que decide assumir sua homossexualidade. Porém, logo descobre que, para ser gay, é preciso ter muito dinheiro. Ele passa a realizar diversas trapaças e fraudes, de forma a manter seu alto padrão de vida. Ao ser preso, Steven é levado a uma penitenciária estadual. Lá conhece Phillip Morris (Ewan McGregor), seu companheiro de cela, por quem se apaixona. A partir de então Steven passa a fugir e ser preso diversas vezes, sempre agindo em nome de seu amor.”

 “Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre.” Charles Chaplin

Fonte: Adoro Cinema

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