Mídias sociais na cobertura jornalística

Por Pedro Canguçu

É curioso perceber como as pessoas procuram informações hoje, com variações perceptíveis entre faixa etária e preferência nas notícias.  O jornalismo tem passado por diversas transformações, como, por exemplo, na dinâmica das apresentações do telejornalismo. É o caso do uso de mídias sociais para coberturas como na transmissão que a Rede Globo fez dos Jogos Olímpicos Rio 2016, pelo Snapchat.

As transformações midiáticas devido à tecnologia impactaram não somente a produção jornalística, mas também o perfil do jornalista. Fato recorrente é a dinamização das redações. Dessa forma, os jornalistas assume, múltiplas funções, o que otimiza tempo e dinheiro, além de abordar nas plataformas acessíveis aos telespectadores – apesar também de precarizar, em certa medida, as rotinas produtivas. Além disso, uma das consequências é a diferença entre as gerações de profissionais.

Na Globo News, em outros canais por assinatura e no portal G1, apresentadores empregam recursos acessíveis, sempre à mão, para agilizar o jornalismo. Basta um celular ou tablet com acesso à internet para entrar ao vivo na TV, substituir equipamento e/ou cenário que são usados nos jornais, por exemplo. Assim, surgem novos formatos em que há uma interação maior do espectador ou usuário.

De acordo com a coordenadora do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP)  com apoio da Agência Fapesp, Roseli Fígado:

“O tempo e o espaço, comprimidos pelas possibilidades das tecnologias de comunicação e de informação, foram assimilados nos processos de produção de modo a reduzir o tempo para a reflexão, a apuração e a pesquisa no trabalho jornalístico. O espaço de trabalho encolheu e ao mesmo tempo diversificou-se, transformando as grandes redações em células de produção que podem ser instaladas em qualquer lugar com internet e computador. O jornalismo online, em tempo real, os blogs e as ferramentas das redes sociais são inovações nas rotinas profissionais”

O perfil do jornalista e os discursos sobre o jornalismo: um estudo das mudanças no mundo do trabalho do jornalista profissional em São Paulo, 2010-2012, Roseli Aparecida Fígaro Paulino.

O ponto negativo da questão é que, devido à fácil divulgação da informação, a notícia perde qualidade para quantidade. Com isso, os veículos acabam compartilhando as mesmas coisas e disputam pela mesma notícia ao invés de priorizar a relevância da informação . O jornalismo internacional, por exemplo, é o que mais sofre com toda a transformação, pois o mesmo possui ganhas e perdas nas coberturas.

O jornalista Magram Khalid, do grupo Journalists on Twitter, apoia a livre circulação de notícias pela internet, visto que é mais fácil a divulgação, além de não precisar de uma estrutura física para veicular informações. Entretanto, para o jornalista Hamad Kiani não se pode promover informações por mídias sociais, uma vez que ela não possui confiabilidade e jornalistas requerem investigação e consultoria de fontes. Ademais, em 2011, o jornalista Richard Engel, correspondente da CBN, cobriu o conflito da sangrenta batalha pela tomada de Trípoli, capital da Líbia pelo Twitter, que por meio de #tripoli divulgava as principais informações da batalha.

Portanto, com os meios de comunicação digitais e as mídias sociais, percebe-se que o jornalismo ganha em agilidade e imediatismo hoje em relação ao jornalismo dos meios tradicionais no passado. A tendência é que cada vez mais a praticidade e o dinamismo ocupe lugares em grandes meios,  dado que apenas uma mídia social, a informação atinge um grande público, o que leva a um menor custo e a um maior retorno.

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