FAKE NEWS EM MEIO ÀS TRAGÉDIAS 

Por Pedro Canguçu 

O papel do jornalista é produzir notícia. Descrever a realidade e informar as pessoas são as funções do profissional, mas não é de hoje que as notícias falsas, conhecidas como fake news, circulam as redes de informação. De pequenas reportagens a grandes atentados são alvos da “credibilidade” que a  fake news partilham perante a sociedade.

Donald Trump, 71, é conhecido por ser polêmico nas redes sociais, em especial, no Twitter, mas, no último domingo (10), o diretor de redes sociais do presidente estadunidense, Dan Scavino (41), publicou um falso vídeo do Aeroporto Internacional de Miami (MIA), em que o aeródromo estava inundando por consequência do Furacão Irma.

Por meio de um tweet acompanhado de um vídeo, Dan, escreveu: “Assim está o Aeroporto Internacional de Miami! Tenham cuidado!”. No vídeo, mostravam o campo de aviação alagado.

Dan compartilhou a mensagem com o Trump e Mike Pence, vice-presidente, mas não durou por muito tempo. Em seguida, as autoridades do MIA publicaram: “Este vídeo não é do Aeroporto Internacional de Miami”, afirmando que as imagens não correspondem ao aeroporto.

Ao admitir o erro (“Estava entre as centenas de vídeos e fotografias que estou recebendo”), Dan apagou imediatamente o tweet.

FAKE NEWS E ATAQUE TERRORISTA 

Mas não é a primeira vez que os internautas são enganados pelas fake news. Na noite do dia 22 de agosto, no show da cantora pop Ariana Grande, o estádio Manchester, na Inglaterra, foi alvo de ataque terrorista. O saldo foi 22 mortos, inclusive o autor do atentado, e 59 feridos. Na época, uma imagem falsa fora veiculada, o que causou pânico entre os “αriαnαtors”, fãs da cantora, na qual Ariana teria sofrido com o ataque. Na verdade, a imagem se referia à uma filmagem que a cantora realizou em 2015.


COMO NÃO SER ENGANADO?

De acordo com o caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, está na hora da população saber que informações falsas dão muito dinheiro para os criadores, e que existem técnicas simples e eficientes para produzir o conteúdo. A agencia Lupa, hoje, é a primeira agência no Brasil a checar a veracidade dos fatos que circulam no país. Os informes são classificadas conforme ilustra a imagem:


De acordo com o artigo publicado na Folha de S. Paulo no dia 6 de abril de 2017, há cinco formas para descobrir a veracidade dos fatos e eles são distribuídos da seguinte forma:

A primeira é: duvide de quem cita dados sem revelar fontes. É fácil manipular uma informação agindo assim. A segunda dica: duvide daqueles que promovem uma relação causal simples, dizendo que A provoca B. Há sempre diversos fatores envolvidos na concretização de um fato. Terceira: desconfie de números absolutos sem contexto. Ir de 1 para 2 é um aumento de 100%. Dependendo do assunto, trata-se de algo irrelevante. Peça porcentagens e valores absolutos. Quarta: cuidado com as cifras muito exatas sobre temas como violência. Esses dados mudam a cada instante e nem sempre são computados usando a mesma metodologia. Quinta: por fim, suspeite de frases que contenham expressões como “a maior/menor/melhor/pior do mundo”. Todas tendem ao exagero.

Portanto, a checagem é fundamental. Jornalista e a notícia andam juntos, e têm com o principal compromisso, a realidade. Existe, hoje, sites que permitem a checagem, como o Fact Checking Day para que os amantes de informação não leiam fatos inexistentes.

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2 comentários sobre “FAKE NEWS EM MEIO ÀS TRAGÉDIAS 

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