RIHANNA, LOUIS VUITTON, SUCESSO E REPRESENTATIVIDADE

Seleto grupo da alta costuma parisiense tem pela primeira vez uma mulher negra comandando uma linha de roupas. O que isso significa?

Por Maíra Oliveira

Robyn Rihanna Fenty (31) iniciou sua carreira na música ainda nova, com apenas nove anos já cantava em sua escola. Em 2005, lançou o seu primeiro álbum de estúdio, que alcançou o top 10 da Billboard 200. A cantora, nascida em Barbados, o país mais oriental do Caribe, também atua em diversas áreas sociais e culturais, como moda, cinema e políticas contra desigualdade. Rihanna tem uma importância extrema no mercado de produção cultural, tanto por seu talento e trabalho significativo quanto por ser uma mulher negra que conquistou tudo isso. Com o passar dos anos a artista iniciou contato com grandes marcas, e a última e mais grandiosa parceria foi com a Louis Vuitton.  

Cantora internacionalmente conhecida, anunciou na quarta-feira (22) que irá estreitar os laços com a proprietária da Louis Vuitton, Moet Hennessy Louis Vuitton (LVMH). Na coletiva de imprensa da última semana, a artista, que já possuía uma marca de cosméticos com a empresa, divulgou que ampliará o leque e terá também uma marca de roupas, calçados e acessórios. Essa notícia, já muito esperada pelos sites de moda e cultura, começou a ser divulgada como uma novidade grandiosa, porém, em poucas páginas foi comentado sobre o fato de ela ser uma mulher negra e a importância deste quesito no cenário da indústria da beleza.

Desde 2017, Rihanna está à frente dos cosméticos Fenty, também em parceria com a LVMH. O investimento nessa novidade gerou 558 milhões de dólares em seu primeiro ano de operação, e por conta do sucesso, Louis Vuitton decidiu criar uma nova marca junto com a cantora. Todo o processo tornou-se ainda mais importante por se tratar da maior marca fashion criada do zero pela empresa e por ser direcionada por uma das maiores artistas pop contemporâneas: uma mulher, negra e ativista em causas sociais. Esquema bem diferente do regido, via de regra, em Paris, onde atuam os principais influenciadores na indústria da beleza e onde as empresas são, majoritariamente, comandadas por homens brancos.

Paralelo a isso, a indústria da moda se mostra uma das mais preconceituosas e que perpetua crenças intolerantes. Consciente dessa situação, Rihanna se coloca contra essas tradições. Inicialmente, a artista lançou uma linha de maquiagem com 50 tons, para que todos tenham espaço. Visto que uma das maiores dificuldades para pessoas negras é encontrar maquiagens que se adequem ao seu tom de pele. Portanto, esse momento é muito importante e deveria ter mais visibilidade.

Sendo assim, percebe-se a importância de falar sobre o assunto, para poder disseminar esse tipo de novidade e alimentar a visibilidade dessa artista que representa muitas minorias sociais. Rihanna discute assuntos muito relevantes, como o combate à violência contra mulher, e apresenta muitos trabalhos nesse intuito, pois sofreu um caso de agressão doméstica, que ficou famoso por ter sido cometido por seu companheiro da época: Chris Brown.

É necessário falar mais sobre representantes de minorias presentes na sociedade fashion parisiense, para que as pessoas que já compram das grandes marcas francesas consumam a marca Fenty, e para que se conquiste um novo mercado. Com a finalidade de incentivar não só a economia, mas também os pensamentos mais novos, igualitários e sem preconceitos.

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