Falando sobre suicídio

Porque é importante discutir o suicídio e qual o papel da mídia neste contexto?

Por Carlos Augusto Rocha

O suicídio é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) caso de saúde pública, visto que são cerca de 800 mil casos todos os anos, sem contar as tentativas. Estima-se que, para cada caso fatal, haja pelo menos 20 tentativas fracassadas. Para se ter uma ideia da magnitude desta problemática, o ainda de acordo com a OMS, o mesmo é responsável por mais mortes – entre jovens – do que o vírus HIV, sendo superado apenas por acidentes de trânsito. Mas por que um assunto tão relevante como este não tratado com mais relevância? E até é vetado pelos grandes veículos de comunicação? Isso acontece porque existe uma convenção extraoficial da categoria que determina que suicídios não serão noticiados pela imprensa, justificado que tanto pelo respeito a dor e a privacidade da família quanto pela ética jornalística que busca não influenciar novos casos.

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Amor comercial

Na data mais romântica do ano, empresas de publicidade fazem malabarismos para se esquivar do ódio

Por Marcos Braz

Com a proximidade do dia dos namorados, o comércio já está se organizando para realizar as vendas do dia e, para impulsioná-las, investe pesado em publicidade. Até porque o amor nunca foi tão rentável: no ano passado, a data movimentou 1,65 bilhão de reais, segundo o governo federal, sendo a terceira maior para o comércio varejista, perdendo apenas para o natal e dia das mães. Tendo em vista o potencial da comemoração, o mercado se adapta para alcançar o maior público possível e ter resultados positivos nos caixas.

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Os humilhados estão sendo exaltados

 Personalidades de origem pobre ganham a empatia do Brasil
 
 

Por Marcos Braz 

Recentemente, o Brasil descobriu figuras icônicas muito diferentes do padrão  que está presente na mídia . Estávamos acostumados a ver artistas seguindo um modelo de estética e comportamento muito engessado, apenas os belos, segundo os moldes, assumiam protagonismo nas telas da TV ou no som das rádios. Porém, um processo de aceitação do brasileiro real, na sua essência e diversidade, tomou conta da mídia brasileira. O Brasil mostrou seu rosto e nem de longe se parecia a Gisele Bündchen.

 

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CONVERSÃO IMPOSTA

Derrubada da lei que proíbe o proselitismo religioso irá continuar silenciando religiões e grupos que possuem menos visibilidade e espaço na mídia

por Beatris de Deus

Denomina-se proselitismo o “empenho de tentar converter um ou mais indivíduos em prol de uma causa, religião, ideologia, entre outros”. A lei 9.612/98 proibia o proselitismo religioso na radiofusão comunitária. De acordo com o Artigo 4°, inciso IV, parágrafo 1° “ é vedado o proselitismo de qualquer natureza na programação das emissoras de radiodifusão comunitária”. Nesse ano, a norma 9.612/98 foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os ministros que decidiram derrubar o regulamento, a proibição da tentativa de converter uma ou mais pessoas em torno de uma causa, religião e ideologia fere o direito à liberdade de expressão e também a liberdade religiosa.

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A esperança é a última que morre

Ano de Copa do Mundo e eleições presidenciais. Com o foco no campo, qual rumo o Brasil terá?

Por Prisley Zuse

Dois mil e dezoito, ano de esperança. Ano que a Lava-Jato continuou, de eleições presidenciais e por último e não menos importante, ano de Copa do Mundo. Faltam 21 dias para uns dos eventos mais importantes para os brasileiros, que acontecerá na Rússia e os preparativos estão a todo vapor. Dois mil e dezoito é ano de reunir os amigos para assistir o jogo acompanhado de um bom churrasco e esquecer os problemas do país, que veste verde e amarelo no campo e é motivo de orgulho para muitos cidadãos.

Copa do Mundo é motivo, também, de alegria para a economia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  a produção industrial cresceu e as vendas só aumentam, evento já esperado em época de Copa. Em em comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas de televisores já estão em torno de 40% a mais e os varejistas esperam que chegue em volta de 60%. Além do mais, o comércio também fica agitado. Um sopro de esperança para economia brasileira, que ainda não se recuperou da crise. Essa fase pré-Copa é cheia de entusiasmos. 

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Harry e Meghan: nova era na realeza britânica?

Casamento Real no último sábado (19) movimenta e encanta o mundo

Por Melissa Duarte

“O amor é o caminho”, disse o reverendo anglicano Michael Curry durante a celebração, em referência a Martin Luther King. É, também, a tatuagem da alma. (Re)inventa. Transforma. Deixa marca. Bate, soca, apanha. Além de tudo — como se fosse pouco —, ainda faz mais, maior e melhor de quem o sente. Por isso, esse sentimento se apresenta como um dos maiores valores-notícia do jornalismo, mas, neste caso, sua relevância também depende do fato de que ambos são mundialmente famosos e tem alto nível hierárquico social. Com o Duque e a Duquesa de Sussex não teria como ser diferente.

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A lenda da imparcialidade

O preceito de neutralidade no jornalismo traz consequências nocivas para a sociedade

Por Beatris de Deus

A teoria do espelho começou a ser elaborada em 1850. Na atualidade ela não é mais aceita entre estudiosos e críticos dos meios de comunicação. Porém, ainda vê-se com uma certa frequência uma predisposição de alguns jornalistas em seguir a neutralidade e imparcialidade que essa teoria propôs.

Ela atesta que o jornalismo reproduz os fatos de forma fiel a realidade. O jornalista, nesse caso, viria a ser neutro e imparcial. Dessa maneira a profissão passou a ser estruturada nos moldes típicos das ciências exatas. Mais de cem anos depois, ainda impera em grandes veículos jornalísticos do Brasil essa máxima.

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