DO CÔMICO AO EXÓTICO: A REPRESENTAÇÃO DO NORDESTINO NA TV

Em seus 70 anos, a televisão brasileira moldou de forma equivocada o imaginário social sobre o Nordeste

Por Letícia Mouhamad 

Você se lembra da vilã Chayene, de Cheias de Charme; da Maria do Carmo, de Senhora do Destino; do grupo de cangaceiros, de Cordel Encantado; da Tieta e da Gabriela, das novelas de mesmo nome? Certamente, se você não acompanhou essas tramas, ao menos já ouviu falar dessas figuras, uma vez que são alguns exemplos de personagens nordestinos retratados na televisão brasileira que ficaram marcados na memória nacional, seja pelo sucesso da atração como um todo, seja pelo impacto dessas representações no olhar do espectador sobre essa região. Nesta semana, comemora-se o Dia do Nordestino e, como essa data coincide com as comemorações dos 70 anos da televisão brasileira, nada mais justo do que refletir sobre como essa população ainda é retratada nesse meio e quais as consequências disso.

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