À Moda antiga

Como Marocas, personagem de O Tempo Não Para, é usada como ferramenta contra o machismo

Por Ingrid Ferrari

Não é novidade que o mundo é cheio de valores machistas enraizados na sociedade. As mulheres se habituaram a receber vários comentários que, de alguma forma, menosprezam-nas, mas elas são capazes de argumentar contra seus emissores. A personagem principal da novela transmitida às 19h na Rede Globo, O Tempo Não Para, é utilizada como instrumento de educação sutil contra práticas machistas veladas.

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Dois mil novecentos e oitenta e quatro

Crise de desinformação e seus perigos para a sociedade

Por Ana Laura Pinheiro

Em 1949, o escritor inglês George Orwell publicou o romance 1984. O livro retrata uma sociedade onde a democracia já não tem vez e o totalitarismo é mantido por um único partido que estrutura os seus governos em quatro ministérios. Um deles é o Ministério da Verdade, responsável pela falsificação de documentos e de notícias que circulam no universo do livro. Na  sociedade da obra literária, existe uma metáfora às classes mais baixas: os proletas, cuja participação política é inexistente, uma vez que eles não são capazes de pensar criticamente.

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O interesse por trás das Fake News

O que alguém pode ganhar ao divulgar notícias falsas? 

Por Millena Campello

O termo fake news popularizou-se no época das eleições dos Estados Unidos, em 2016. Ao utilizar esse vocabulário, a imprensa internacional referia-se a todo tipo de mensagem falsa que era divulgada. Nesse período eleitoral, surgiram muitas notícias polêmicas referindo-se à Hillary Clinton, que mais tarde perdeu a presidência para Donald Trump.

Embora existam há muito tempo, as fakes news estão tomando proporções alarmantes devido à facilidade de comunicação promovida pelas redes sociais, como WhatsApp, Facebook, Twitter e Instagram e pelo conteúdo apelativo.

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“Hillary Clinton ‘fita de sexo pedófilo’ prestes a ser lançado”

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Vidas negras importam

Quando um jornalista vê como bobagem um homicídio marcado pelo discurso de ódio, assume um papel na banalização do aumento das mortes de pessoas negras no país

Por Carla Moura e Luiz Oliveira

“Não vejo agressividade na campanha. Tem um capoeirista morto, mas somos 200 milhões de pessoas. Quantas pessoas morrem por dia? Temos 65 mil homicídios por ano. Aí cita uma morte como fenômeno de campanha? Aquilo é uma bobagem, minha gente. Temos 65 mil homicídios. Tivemos uma eleição sem incidentes. A vida seguiu e está seguindo, estamos indo para o segundo turno”, defendeu o jornalista Ricardo Boechat em seu programa, na rádio BandNews FM.

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A deslegitimação do jornalismo

Consequências do compromisso com a verdade no período eleitoral

Por Isabela Oliveira

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registrou 137 agressões a jornalistas em âmbito político-eleitoral no decorrer do ano de 2018. Foram 75 ataques em meio digital, enquanto os outros 62 casos ocorreram de forma física. Em março, 26 jornalistas acompanhavam a caravana do ex-presidente Lula que saía de Quedas do Iguaçu (PR), quando foram atingidos por quatro tiros de um grupo contrário ao PT. Na época, a Abraji declarou que só o acaso evitou que uma tragédia acontecesse.

A maioria das agressões virtuais se devem ao fato de muitos comunicadores exporem suas opiniões políticas nas redes sociais e acabam sendo alvos de uma legião de pessoas que possuem ideias contrárias tanto no Twitter como no Facebook. O caso mais recente ocorreu com a jornalista Míriam Leitão que foi alvo de ataques de outro colega de profissão, Miranda Sá, devido a declarações contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL).

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Xenofobia em meio à crise política

Quando ideias partidárias contrárias se tornam razões para fazer xingar e difamar a imagem de outrem

Por Millena Campelo e Júlia Mano

Com o resultado do primeiro turno das eleições, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) irão disputar o segundo turno. Diversos eleitores do presidenciável do PSL manifestaram sua indignação com o resultando, por meio do Twitter, em que o assunto Nordeste ficou nos trending topics da plataforma, Facebook e grupos de WhatsApp com comentários xenofóbicos destinados à região nordestina, onde o candidato do Partido dos Trabalhadores ficou em primeiro lugar em quase todos os Estados e a adesão de votos à Bolsonaro foram baixas — como o terceiro lugar no Ceará.

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Até que ponto a vida imita a mídia?

Os meios de comunicação como fatores determinantes na formação dos indivíduos

Por Beatris Silva de Deus

Apesar de estarmos em 2018 e a mídia se enxergar evoluída e aberta, ainda é possível deparar-se com o racismo, o machismo e a homofobia na programação da maioria das emissoras. Um exemplo desse comportamento retrógrado são as novelas brasileiras, que ainda insistem em representar apenas uma pequena parcela da sociedade.

Novelas, séries e filmes retratam a “perfeição”, os protagonistas, em boa parte dos casos, são pessoas magras,  com cabelos liso, com vidas perfeitas e que nunca cometem erros. Tudo que está à margem desse ideal é relegado a segundo plano, tratado como erro, como algo que precisa ser melhorado.

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