Toronto: o que a maior cidade do Canadá pode nos ensinar sobre imigração?

Enquanto boa parte do mundo enrijece suas leis de imigração, o Canadá vê nos estrangeiros uma oportunidade de crescimento econômico e cultural

Por Lucas Guaraldo

No dia 20 de março, o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau garantiu para todos os visitantes da collision tech conference, onde se reuniram mais de 500 empresas norte americanas de tecnologia, que o crescimento impressionante do setor tecnológico do país se devia aos milhares de imigrantes recebidos nos últimos anos. O político também ressaltou a importância desses estrangeiros no fortalecimento da comunidade canadense.  

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Respeito: saudade do que a gente não viveu ainda

Como o caso Neymar contribui para a cultura do estupro 

Por Ingrid Ferrari

No último final de semana, o jogador do Paris Saint German, Neymar Júnior, se tornou o centro das atenções ao ter seu nome em um Boletim de Ocorrência, feito pela modelo Najila Trindade Mendes, no qual denunciava um estupro. Para se defender das acusações, Neymar foi às mídias sociais explicar-se e expôs a conversa do WhatsApp e fotos com o rosto da mulher no stories do Instagram. Além disso, afirmou que a denúncia era falsa e qualificou-a como mentirosa. Atitude similar a que outros famosos acusados de estupro também tomaram, entre eles o comediante Bill Cosby, o lutador de boxe Mike Tyson e o jogador de futebol Robinho, todos eles envolvidos em casos de violência sexual.

 

Esta exposição foi fator suficiente para que os papéis se invertessem: Neymar, o mocinho, e Najila, a vilã. Depois da grande repercussão do caso, os internautas se expressaram de diversas maneiras pelas redes sociais. O termo “Neymar” entrou como o assunto mais comentado nos Trending Topics do Twitter no dia da divulgação do B.O. Não demorou muito para que aparecessem  aqueles que exaltassem seu caráter. Por outro lado, a quantidade de memes que eufemizaram a situação foi espantosa, o que  trouxe à tona as discussões sobre educação sexual não ser um assunto para se “tirar onda”.

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O confronto entre ideias no “mundo cão” da internet

A necessidade de reações rápidas a notícias tem ocasionado atitudes hostis e desentendimentos constantes

Por Letícia Mouhamad

É comum abrir o campo de comentários em alguma publicação do Facebook e ofender-se com opiniões que destilam ódio gratuito? Ou mesmo incomodar-se ao ler comentários de pessoas que demonstram conhecer pouco sobre o que estão argumentando? Se sim, é possível confirmar a tese proposta pelo psicólogo americano Devon Price, na qual afirma que a cultura do comentário, ou seja, a necessidade de inserir comentários em absolutamente tudo, está prejudicando conversas significativas e debates saudáveis. Segundo Price, esse problema social acarreta algumas consequências negativas como a promoção de pensamentos reacionários, a desvalorização do conhecimento, a distração, o enfurecimento e a exploração das emoções em detrimento do lucro.

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Por que criminalizar a LGBTfobia no Brasil?

A discussão sobre a punição de crimes de ódio por motivação LGBTfóbica não é
novidade na agenda política brasileira

Por Ruan Roberto

Há quatro décadas, desde a organização de movimentos LGBTs no Brasil, assuntos como
violência e criminalização da LGBTfobia são pautas recorrentes em debates no Legislativo.
Não é novidade que no Brasil anualmente apresenta índices alarmantes de violência contra pessoas da comunidade gay. Segundo dados da Casa Gay da Bahia, associação de defesa dos direitos humanos dos homossexuais no Brasil, em 2017, uma pessoa LGBT foi assassinada por crime de ódio a cada 19 horas. Em 2018, um LGBT foi morto a cada 20 horas. Neste país, em que há um contexto de conservadorismo, esse tipo de violência tende a aumentar, visto que discursos de ódio são propagados em diversos setores da sociedade, inclusive na política brasileira.

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Parintins para o mundo ver… mas o Brasil vê?

Os caminhos para trazer o Festival Folclórico, agora patrimônio cultural, aos olhos do país outra vez

Por Daniele Brandão

Em 2019, o Festival Folclórico de Parintins será realizado pela 54ª vez. O último fim de semana de junho é o período em que a cidade amazonense, localizada a 370 km de Manaus, torna-se quase a capital do Estado. São três dias – neste ano, de 28 a 30 – nos quais a disputa entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido destaca-se entre as festas do Norte brasileiro e movimenta a ilha Tupinambarana. O Bumbódromo, centro nervoso da festa, está preparado para o espetáculo.

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SÓ PARA LUCRO

Acusações de racismo, gordofobia e assédio moral feitas à marca de roupa
carioca que tem como discurso mais respeito a diversidade e aos seus funcionários. O que
há de problemático nessa dualidade?

Por Vitor Maurílio e Joana Diniz

Recentemente, a famosa marca de roupas carioca Três, com forte presença
nas redes sociais por apresentar um discurso a favor da diversidade e pelas
mudanças na cadeia produtiva da moda, recebeu diversas acusações de racismo,
gordofobia e assédio moral. A forte repercussão na internet foi responsável por
fomentar o questionamento sobre as reais mudanças em busca da diversidade no
mundo da moda. Até que ponto é real ou apenas uma busca para fidelizar os
clientes?

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Finalmente, a representatividade feminina entra em campo

Considerada a “copa histórica”, mundial na França abandona invisibilidade devido à cobertura da mídia

Por Isabela Oliveira

A história da Copa do Mundo de Futebol Feminina começa em 1991, na China, 60 anos depois do primeiro campeonato masculino. Durante todo o seu tempo de existência, a copa feminina foi ignorada pelos meios de comunicação, mas em 2015 o SporTv e a TV Brasil transmitiram os jogos da seleção. Mesmo assim, o evento não recebeu visibilidade, por isso quase ninguém assistiu ao mundial. Neste ano, a copa terá uma cobertura maior, mas ainda não chega ao patamar do campeonato masculino.

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