Harry e Meghan: nova era na realeza britânica?

Casamento Real no último sábado (19) movimenta e encanta o mundo

Por Melissa Duarte

“O amor é o caminho”, disse o reverendo anglicano Michael Curry durante a celebração, em referência a Martin Luther King. É, também, a tatuagem da alma. (Re)inventa. Transforma. Deixa marca. Bate, soca, apanha. Além de tudo — como se fosse pouco —, ainda faz mais, maior e melhor de quem o sente. Por isso, esse sentimento se apresenta como um dos maiores valores-notícia do jornalismo, mas, neste caso, sua relevância também depende do fato de que ambos são mundialmente famosos e tem alto nível hierárquico social. Com o Duque e a Duquesa de Sussex não teria como ser diferente.

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Silêncio na mídia: onde está a crise do SUS e das universidades nos jornais?

Melissa Duarte, especial para o SOS Imprensa

Cobertura da imprensa é pontual quando se trata de hospitais públicos e de instituições de ensino

Hospitais com mais pacientes do que médicos conseguem atender; choro da mãe desesperada com filho doente sem atendimento; idosa que não consegue marcar cirurgia; bebê prematuro que não dispõe de UTI neonatal. Escolas públicas em que crianças não conseguem alimentar o cérebro por causa do estômago vazio; falta estrutura e o que sobra é pouco — quando sobra. Universidades públicas em crise orçamentária, com possibilidade de greve e, talvez, até de fechar as portas, uma vez que não possuem verba suficiente para mantê-las.

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Self-journalism: o jornalismo que grita

Murilo Fagundes, especial para o SOS Imprensa 

Começar o texto com primeira pessoa talvez seja um erro crasso na escrita jornalística. Até pretendia fazê-lo, mas pensei que a editora pudesse cortar o meu “eu”. Aliás, este é o medo no jornalismo (dito) tradicional: mostrar a cara. Chamar o “eu” do repórter que fica guardado. Deixar de seguir a doutrina das hard news, as notícias duras. Mas aí aparece um tal de self-journalism, que nem sabe se quer ser chamado assim, e reconstrói a tradição. Essa nova vertente altera a produção noticiosa, a qual, convenhamos, já conquista novos e distantes mares. Traduzindo os termos self-journalism, confessional journalism, personal journalism, respectivamente, autojornalismo, jornalismo confessional e jornalismo pessoal são segundas ou até terceiras vias para o jornalismo, o qual ocupa as grandes emissoras de televisão, os expressivos veículos impressos e os acessados portais de notícias.

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Longe de Momo

O lugar da leitura crítica da mídia no SOS Imprensa

Por Rafiza Varão
Professora da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília
Coordenadora do projeto SOS Imprensa

Faltando menos de dez dias para 2018, cabe a reflexão sobre a retomada da prática da crítica da mídia realizada pelo SOS Imprensa em 2017. Permitam-me, por um instante, esquecer os fartos acontecimentos que nos circundam nessa virada e direcionar nossa última publicação deste ano para o projeto e aquilo que ele cumpriu. Os números são expressivos. No segundo semestre de 2017, foram 32 textos publicados entre setembro e dezembro, uma média de oito por mês. Desses, apenas um foi escrito por um profissional formado em Comunicação/Jornalismo. Todo o restante nasceu das mentes, corações e mãos ágeis de estudantes, extensionistas do SOS. Isso significa, ainda que essa seja um aspecto pouco percebido pelos nossos leitores, que o SOS cumpre uma função formativa que não é menos relevante que a publicação e circulação dos escritos que produzimos.

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Mídia e adultização infantil

Por Pollyana Fonseca

O significado de infância foi modificado com o passar dos tempos. Na Idade Média, não havia forte separação entre estágios de vida. Apenas no século XVII, com as ideias de cuidado e dependência, o conceito foi introduzido na sociedade. Porém, mesmo que a concepção da palavra tenha sido alterada, crianças ainda são tratadas como mini-adultos e a mídia tem responsabilidade nisso.

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De quem é a culpa, afinal?

Por Ana Luisa Araujo

O recente caso da auxiliar administrativa Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, morta na última quarta-feira após dar uma carona combinada em grupo de WhatsApp, tem relevância para a mídia por diversas causas. A imprensa, muitas vezes, se foca no fato de ela ter dividido o trajeto com um desconhecido. Por isso, diversas manchetes tendem a culpabilizá-la pelo crime e comentários das reportagens também seguem essa linha.

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Amor ou pedofilia? A polêmica relação de Caetano Veloso e Paula Lavigne

Por Melissa Duarte

Que Caetano é um dos maiores cantores e compositores brasileiros, todo mundo sabe. Que lutou contra a Ditadura Militar, também. O que muitas pessoas talvez desconheçam é que o músico começou a namorar e tirou a virgindade da segunda esposa, a produtora cultural Paula Lavigne, quando ela tinha 13 anos e ele, 40. Eles se casaram em 1986, se separaram em 2005 e retomaram o enlace no ano passado. Juntos, tiveram dois filhos: Tom, 20, e Zeca, 25.

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