Geração da Cabecinha

Por Lucas de Moraes

A reprodução massiva de ideias está muito presente no mundo atual. Computadores trocam, por meio da internet, milhares de informações em pouquíssimo tempo. Esses avanços comunicacionais interferiram muito na vida humana no século 21. Muito da modernidade se tornou possível por causa deles.

Christoph Türcke critica esses novos processos no livro Sociedade Excitada: A Filosofia da Sensação. Olgária Matos também trata desse assunto no texto Modernidade: o Deslimite da Razão e o Esgotamento Ético, mas nos lembra de que a reprodução desgovernada existente no mundo atrapalha a originalidade das ideias.

Tal reprodução descontrolada criou um número extenso de informações. Um problema imenso, pois não há quem consiga ler tudo que se cria hoje em dia. O que nós chamamos hoje em dia de sociedade do saber pode afirmar que já ouviu falar, mas não que realmente sabe sobre os vários assuntos midiáticos. Podemos chamar o fenômeno de “geração da cabecinha”. Leem-se apenas manchetes e títulos, pois o importante é manter-se atualizado.

Assim é criada uma extensa rede de saberes, apesar das pessoas saberem cada vez menos. Infelizmente, já é normal ver pessoas compartilhando notícias após ler seus títulos sem ao menos abrir para ver a data de publicação.

Criamos um monstro e estamos sendo devorados por ele. Abram os olhos, pois já passou da hora de revertermos o processo.

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