As monas do Darcy

Por Natália Fechine

O mais recente movimento LGBTTT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros) contra transfobia foi realizado num bar da Asa Sul. Integrantes e simpatizantes desse movimento foram à Distribuidora de Bebidas Piauí, na 203 Sul se manifestar contra o que qualificaram como transfobia, durante a noite da quinta-feira, 21 de julho. O grupo ficou de pé e bateu palmas, entoando palavras de ordem contra a discriminação. Segundo relatos, a polícia agiu de forma violenta usando spray de pimenta para conter a manifestação que planejava ser pacífica.*

O movimento LGBTTT é diverso e, por isso, o SOS Imprensa procurou alunos da UnB que poderiam relatar um pouco mais do seu cotidiano e suas lutas.

É importante ressaltar que no meio LGBTTT também há tabus e preconceitos. “Quem não conhece a arte drag e não é do meio associa a ser travesti ou transexual. É uma coisa que não tem nada a ver com a outra. Transexual é identidade do gênero e Drag é uma arte, é um personagem que interpreto por uma noite e vai embora”, relata o estudante que dá vida à drag Evie Crowley. E ainda há aquelas que desencorajam iniciantes para não terem concorrentes. “Ou você se sobressai ou você nunca vai ser valorizada e nem vista com seriedade”, ele conta.

Quanto à transfobia, caracterizada por atitudes ou sentimentos negativos em relação a travestis, transexuais e transgêneros, há relatos que, mesmo após manifestações e boicotes ocorridos ao bar, ainda são impedidas de usarem o banheiro feminino.

Busca-se formar novos valores com repúdio à intolerância. O maior evento LGBTTT, a Parada Gay, virou forma de debater, militar, desconstruir padrões e mostrar o orgulho do movimento. “As drags são figuras públicas e nos expomos de diversas formas. Têm muitas que são militantes negras ou políticas além de LGBTT. Tem uma foto emblemática do dia do julgamento do impeachment na Câmara: são mostradas as diversas faces dos brasileiros num protesto de esquerda, rostos comuns e entre eles uma drag: a Mary Gambiarra”, conta Tchuca Equina. “Se vestir de mulher e sair na rua para divertir as pessoas, na sociedade homofóbica em que a gente vive, requer muita coragem”, complementa Evie.

*Fonte Correio Braziliense

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s